quinta-feira, 13 de outubro de 2011

NORMATIZAÇÃO PARA A SOCIEDADE DO CONSUMO

      
   Já hoje existe uma tendência mundial a robotização e automação elevando o nível operacional das empresas diminuindo a necessidade de mão de obra menos qualificada, mas é claro que existem ainda muitos casos de escravidão de trabalhadores em muitos lugares do mundo, inclusive em nosso pais.


ATIVIDADE 5

Documento 1 – Regulamento de uma fábrica da cidade inglesa de Manchester, em 1844.

1º). A porta do pavilhão será fechada toda manhã 10 minutos após as máquinas entrarem em funcionamento e nenhum tecelão poderá entrar até a hora da refeição;
2º). Os tecelões que se ausentarem durante o período de funcionamento das máquinas serão multados em três pence por hora e por tear; e os tecelões que saírem das salas sem o consentimento do supervisor serão multados;(...)
9º). Carretel,roda,etc, quebrado será pago pelo tecelão;(...)
11º). Se alguma funcionária na fábrica for vista falando com outra, assobiando ou cantando,será multada em seis pence.

a). Escreva um texto sobre a Revolução Industrial, levando em consideração:


  1. o desenvolvimento das cidades;
  2. a busca do lucro;
  3. a importância das máquinas no cotidiano;
  4. o meio ambiente.

b). De acordo com o documento 1, havia uma disciplina rígida para o trabalhador nas fábricas inglesas. Baseado nesse documento e em seus conhecimentos, como era a vida dos operários nas fábricas a partir da Revolução Industrial?

Documento 2 – Charge sobre as transformações oriundas a partir da Revolução Industrial:

c). A charge presente no documento 2 traz dois momentos da Revolução Industrial. O primeiro em 1818 e o segundo em 2008. Quais as conclusões a que você pode chegar baseando-se na imagem? Observe atentamente os detalhes de cada quadro.
(fonte: Revista Nova Escola nº 245/set 2011)
 
   Muitos autores defendem a idéia de que o mundo passou a basear-se mais do que nunca na informação e no conhecimento.


   Vivemos uma outra faceta do capitalismo, antes o valor incidia sobre a mão de obra, depois o capital, hoje o bem que tem valor é o conhecimento.


   Para Toffler, autor do livro A Terceira Onda, publicado em 1980, isso aconteceu na época em que os computadores começaram a invadir o mundo empresarial e muita tecnologia se desenvolveu, tais como, o avião a jato. 


 Foi nessa época que a televisão se disseminou, o controle a natalidade passou a ser discutido e as distâncias deixaram de existir. 


   Contudo, a chamada Terceira Onda teve início em apenas algumas regiões do planeta:
  •  Japão;
  • Estados Unidos;
  • Europa Ocidental.
   Toffler defendia que com o uso do computador o homem poderia trabalhar com mais conforto, reduzir esse tempo, exercer sua atividade dentro de seu lar (cabana eletrônica) que passa a ser o centro de tudo e não mais a fábrica como antes.
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   Concomitante a esse novo mundo cercado de tecnologia, com tudo de positivo que ela trás ainda existem povos em extrema pobreza, em guerras étnicas e  que vivem em outras situações adversas, muitos desses sob  suportes tecnológicos que não lhes garantem qualidade de vida.


  Esse novo capitalismo, oriundo de uma nova forma de exploração, necessita de trabalhadores com elevado nível de qualificação, que possam se adaptar ás mudanças, trabalhar em grupo, sob pressão, resolver conflitos, etc.


   Por isso, observa-se que a educação escolar é bastante efetiva e valorizada nos países que abrigam indústrias de alta tecnologia. Ha um investimento maciço em pesquisas científicas por parte dos países mais industrializados a fim de se posicionarem a frente do desenvolvimento técnico e poderem assim abocanhar mercados consumidores de seus produtos.
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 Podemos então concluir que há aspectos semelhantes nas concepções e impactos sociais da Revolução Industrial e Revolução Tecnológica na atualidade. A característica mais marcante tanto em uma quanto na outra é a exploração de parcela da sociedade e a expropriação desta em prol de outra, além do abismo em termos de desigualdade entre territórios principalmente devido aos avanços tecnológicos entre estes. Talvez o vídeo abaixo possa ajudar a esclarecer essa ideia.
   
                www.youtube.com/watch?v=3WZIEKCU_Ks
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  Tomemos como outro exemplo, o e-mail que recebi de um aluno esses dias e que retrata a realidade atual com relação ao capitalismo e a globalização.Contudo é importante termos várias leituras para formarmos nossas opiniões sobre tais assuntos, de forma crítica.   



A China do Futuro e o Futuro é Hoje... 
Vejam o escreveu Luciano Pires (diretor de marketing da Dana e profissional de comunicação)

   “Covivemos cotidianamente com mercadorias Made in China, tudo que compramos é Made in China.
   Alguns conhecidos meus  voltaram da China impressionados.
   Um determinado produto que o Brasil fabrica em um milhão de unidades, uma só fábrica chinesa produz quarenta milhões...Ou seja 40 vezes mais e de uma só vez!
    A qualidade que era a pouco tempo bem inferior a outros similares agora é equivalente. E isso aconteceu a bem pouco tempo.
   Os chineses colocam qualquer produto no mercado em questão de semanas...
Com preços que são uma fração dos praticados aqui.
   Uma das fábricas está de mudança para o interior, pois os salários da região onde está instalada estão altos demais: 100 dólares.
Um operário brasileiro ganha o equivalente a 300 dólares sem os impostos e benefícios,que chegam a quase mais 300 dólares. 
Quando comparados com os 100 dólares dos chineses, que recebem praticamente zero benefícios.... estamos perante uma escravatura amarela.E nós a alimentamos quando compramos esses produtos, alimentando uma  escravidão disfarçada.
   Horas extraordinárias? Na China...? Esqueça !!!
O pessoal por lá é tão agradecido por ter um emprego que trabalha horas extras sabendo que não vão receber nada  por isso...
   É uma estratégia para ganhar o mercado ocidental .
Os chineses estão tirando proveito da atitude dos 'marqueteiros' ocidentais, que preferem terceirizar a produção ficando apenas com o que ela "agrega de valor": a marca. 
   Dificilmente você adquire atualmente nas grandes redes comerciais dos Estados Unidos da América um produto "made in USA". É tudo "made in China", com rótulo estadunidense.
   As empresas ganham rios de dinheiro comprando dos chineses por centavos e vendendo por centenas de dólares...
Apenas lhes interessa o lucro imediato e a qualquer preço.
Mesmo ao custo do fechamento das suas fábricas e do brutal desemprego. É o que pode-se chamar de "estratégia preçonhenta".
   Enquanto os ocidentais terceirizam as táticas e ganham no curto prazo, a China assimila essas táticas, cria unidades produtivas de alta performance, para dominar a longo prazo.
   Enquanto as grandes potências mercadológicas que ficam com as marcas, com o design...suas grifes, os chineses estão ficando com a produção, assistindo, estimulando e contribuindo para o desmantelamento dos já poucos parques industriais ocidentais.
   Em breve, por exemplo, já não haverá mais fábricas de tênis ou de calçados pelo mundo ocidental. Só haverá na China.
   Então, num futuro próximo veremos os produtos chineses aumentando os seus preços, produzindo um "choque da manufatura", como aconteceu com o choque petrolífero nos anos setenta. Aí já será tarde demais.
Então o mundo perceberá que reerguer as suas fábricas terá um custo proibitivo e irá render-se ao poderio chinês.
   Perceberá que alimentou um enorme dragão e acabou refém do mesmo. 
Dragão este  que aumentará gradativamente seus  preços, já que será ele quem ditará as novas leis de mercado, pois será quem manda,  pois terá o monopólio da produção .
   Sendo ela e apenas ela quem possuirá as fábricas, inventários e empregos é quem vai regular os mercados e não os "preçonhentos".
   Iremos, nós e os nossos filhos, netos... assistir a uma inversão das regras do jogo atual que terão nas economias ocidentais o impacto de uma bomba atômica... chinesa.
   Nessa altura em que o mundo ocidental  acordar será muito tarde.
   Nesse dia, os executivos "preçonhentos" olharão tristemente para os esqueletos das suas antigas fábricas, para os técnicos aposentados jogando baralho na praça da esquina, e chorarão sobre as sucatas dos seus parques fabris desmontados.
   E então lembrarão, com muita saudade,  do tempo em que ganharam dinheiro comprando "balatinho dos esclavos" chineses, vendendo caro suas "marcas- grifes" aos seus conterrâneos.
   E então, entristecidos, abrirão suas "marmitas" e almoçarão as suas marcas que já deixaram de ser moda e, por isso, deixaram de ser poderosas pois foram todas copiadas....”


   Sendo assim, poderemos até imaginar que o futuro não tão longínquo, continuará pautado pela desigualdade econômica, social, cultural, política. Mas, a pergunta que teremos que responder é : de que lado queremos estar e o que temos que fazer hoje, para nesse futuro próximo podermos atrelar tecnologia, conhecimento, e desenvolvimento econômico, com as garantias sociais e humanitárias tão esquecidas no mundo de hoje para que, um novo humanismo pautado no respeito ao ser humano e a natureza possa se perpetuar? E assim, continuarmos a desenvolver ferramentas, que nos deem condições de vida cada vez melhores e em equilíbrio á mãe natureza, que é nossa morada?
   E você, cidadão do mundo, com que ferramentas pode contribuir para construir um futuro onde todos nós possamos viver em harmonia conosco, com o próximo e com a natureza?

6 comentários:

  1. Antes da Revolução Industrial era essencial a mão-de-obra que fazia todas as partes do processo de produção dos produtos.
    Com a Revolução Industrial, isso começou a mudar aos poucos. A mão-de-obra era explorada e não era necessário conhecimento algum para poder trabalhar, apenas disposição para encarar horas e horas repetindo um mesmo movimento. Em troca os operários recebiam pouco e acabavam cansados demais, muitas vezes adoeciam e isso causava prejuízo para a indústria.
    Com o avanço da tecnologia, a humanidade foi beneficiada. Para obter informações ficou muito mais fácil. Aliás, hoje em dia no mundo em que vivemos é quase impossível viver sem tecnologia... As máquinas ocuparam o nosso lugar em muitas coisas. Ao mesmo tempo que nos ajudam, elas eliminam empregos. Para se criar um robô por exemplo, engenheiros ganham muito dinheiro mas consequentemente a mão-de-obra para utilizar essas máquinas são muito baratas ou simplesmente não existem. Esses novos sistemas tecnológicos são ágeis, fazem o trabalho de forma muito mais rápida e com maior qualidade e aumenta a produtividade industrial. Os robôs não precisam de salários, não cansam e não ficam doentes, o único trabalho que poderão dar é de que algum dia eles possam precisar de manutenção.
    Quase não há espaço para trabalhadores no mercado de trabalho e quem quer ter um espaço e garantir sua vaga, precisa de conhecimento, precisa estudar e ser não um dos melhores, mas o melhor no que faz.
    As pessoas de países mais pobres que quase não têm acesso à educação não vão ter espaço no mercado. Esse é um ponto negativo, a tecnologia gerou muito desemprego ao longo dos anos.
    Mas há vários pontos positivos, a tecnologia trouxe a sociedade. As pessoas começaram a se comunicar através do telégrafo, do telefone que é mais atual e fez com que as pessoas tivessem maior acesso às informações, como por exemplo com a criação dos computadores e da internet. Temos acesso às notícias de forma muito mais rápida, no momento em que acontecem já ficamos informados.
    A questão é que quem tem conhecimento, quem sabe lidar com a tecnologia tem ou terá bons empregos. Mas cada vez mais, quem menos conhece sobre tecnologia e quem tem menos estudo, terá mão-de-obra barata, será explorado tendo uma vida de escravidão pois trabalhará demais e receberá pouco.


    Yohanna Pequeno; Max Martins; Micaela Debossan; (Alunos do Colégio Gastão Vidigal – 2 EM. turma F.)

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    1. Muito Boa Resposta, além de Linda é inteligente :3 .....parabéns..continue assim.... <3

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  2. O computador é uma importante ferramenta para o trabalho das pessoas atualmente. Na Revolução industrial, surgiram as primeiras máquinas, que foram colocadas nas fábricas, essas máquinas eram a vapor, desde então, o progresso da ciência acelerou mais e mais. Com a Terceira Revolução industrial ou Revolução Tecnocientífica, a área da informação evoluiu, surgiram os computadores, chips, etc. O avanço não parou por aí, hoje, temos supercomputadores como o Watson, com alta capacidade de memória que conseguem realizar muitas atividades humanas, mas, não conseguem ser iguais às pessoas, pois, a máquina é controlada pelo humano e tem defeitos de construção e programação vindos dos erros das pessoas.
    Referências bibliográficas
    Revista Super interessante, edição 290, abril de 2011(páginas 23 e 24).
    Alunas: Naiara Cristina Lucredi e Letícia Tami Taniguti Hinobu. Nºs: 17 e 11. Série: 2º ano F.

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  3. porque essa bosta tem que ta com fundo azul? me explica! coloque de fundo normal pra ficar mais facil pros alunos

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    1. Essa bosta está em azul justamente para facilitar o entendimento de vcs, separando documentos históricos, produções de textos dos participantes do blog,etc.
      mas como vc pediu educadamente vou colocar também do jeito que vc considera mais fácil!!!!

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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